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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hummmmmmmmm Confit!



Esta comida é aparentemente um PECADO: carne cozida cuidadosa e lentamente em sua gordura até derreter e depois armazenada na própria gordura, que age como um conservante. Na verdade, o preparo surgiu a partir de uma função prática: proteger a carne do próximo inverno. Enfim a palavra "confit" é um termo francês para denotar preservação, e o método é uma forma antiga de conservar comida, associado principalmente à região sudoeste da França. O processo amacia a carne (normalmente ganso, pato ou porco), que é conservada por vários meses em latas ou potes esterilizados.

A carne de ganso, em especial, é ótima para confit. Gansos de crescimento lento, especialmente os usados para foie gras, têm grande quantidade de gordura, não apenas sob a pele, mas também dentro da carcaça, ao redor dos órgãos vitais.
Outros confits deliciosos e salgados são feitos com animais de caça, coelho, peru e miúdos que variam de moelas a línguas.
Outras carnes que hoje grandes chefs estão criando versões são carnes mais gordurosas e menos tradicionais como o cordeiro e rabo de boi.

Sabor: O sabor e a textura do confit dependem da sua finalidade. Em um cozido, a carne pode soltar do osso. Assado, o confit deve ter a pele crocante e a carne oleosa e derretendo.

Fonte:
* 1001 comidas para se provar antes de morrer/ editora geral Frances Case; prefácio de Gregg Wallace. - Rio de Janeiro: Sextante, 2009.
* Chef Profissional / Instituto Americano de Culinária ; tradução Renata Lucia Bottini. - São Paulo: Senac Editoras, 2009.

domingo, 19 de junho de 2011

Alho Negro "A trufa dos alhos"


Adocicado, macio, sabor levemente defumado e frutado.

Estes são alguns dos atributos que podem ser dado ao alho negro, ingrediente que vem ganhando a simpatia de Chefs e Gourmets.

O alho negro é o nosso alho conhecido, que passa por um cuidadoso processo de fermentação em estufas, modificando sua cor e seu sabor. A casca fica dourada e a polpa negra, dando a impressão que está podre.

A origem é muito contraditória. Japão e Coréia disputam sua paternidade. Na Coreia, foi introduzido como suplemento na dieta por conter alto teor de antioxidantes, substâncias benéficas à saúde. Na internet, há referências sobre um pesquisador japonês que teria “inventado” o tal alho em 2005.

E foi justamente no Japão que o famoso chef espanhol Ferran Adrià o teria provado pela primeira vez, em 2007. De concreto mesmo, somente há a certeza de que o ingrediente é novo tanto para os orientais quanto para os ocidentais e que só agora, atraindo os olhares do mundo, escreve seu primeiro capítulo. ( Revista Globo Rural)

Fonte: http://www.obagastronomia.com.br/alho-negro/

Você conhece a Muscadínia?


Quando os navegadores europeus exploraram as costas da Carolina do Norte, notaram que ali cresciam muitas uvas. Em 1584, Walter Raleigh observou que "em todo o mundo, abundância semelhante não é encontrada". As muscadínias nativas, porém, são uvas muito diferentes das européias. A Vitis rotundifolia é maior e mais resistente, com uma pele mais grossa. Adora calor e umidade e não costuma se dar bem com o frio. Era parte da dieta dos indígenas norte-americanos que, segundo alguns, eeeretiravam os frutos da videira com um graveto, em vez de colhê-los. Tem um sabor almiscarado e intenso e se presta a ser comida na mão. Também conhecidas como scuppernong, essas uvas foram usadas para a fabricação de vinho desde o século XVI, embora o resultado em geral seja doce e sem graça.

Cozinheiros domésticos costumam transformar a fruta púrpura, bronze ou ouro pálido em molhos, geléias e conservas, mas os chefs as empregam em sopas, condimentos e guarnições para carnes, aves e peixe. Algumas variedades de muscadínia ganharam o apelido de "southern fox" (raposa do sul) e produtos comerciais costumam ser levados para casa como lembrancinhas por visitantes do Sul dos Estados Unidos.


Sabor: A polpa da muscadínia tem um paladar mais parecido com o vinho do que outras uvas. É suculenta, doce e intensa. A pele escura é ácida. Quando comida na mão, espreme-se a carne para fora da casca.

Fonte: 1001 comidas para se provar antes de morrer/ editora geral Frances Case; prefácio de Gregg Wallace. - Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gastronomia molecular


Imagem: http://i0.ig.com/fw/bs/pa/50/bspa507qe52hzit6re5zqgf51.jpg

O que è?

Segundo o projeto dos seus formuladores – Hervé This e Nocholas Kurti (1908-1998) -, a gastronomia molecular corresponde a uma nova maneira de considerar o que se passa dentro das cozinhas, do ponto de vista físico e químico. 

É também uma proposta generosa, pois, seguindo Brillat-Savarin (1755-1826), Hervé This repete que “a descoberta de uma prato novo faz mais para a felicidade da humanidade do que a descoberta de uma estrela nova”. Já para Nicholas Kurti, físico húngaro radicado na Inglaterra que trabalhou no projeto da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial, trata-se de uma forma de tornar tangível o conhecimento científico, pois, em geral, “sabe-se mais sobre o interior de uma estrela do que de um suflê”. Do ponto de vista da comunicação, é uma maneira exitosa de levar a um público mais amplo o conhecimento científico.

Algo assim, polissêmico, cria naturalmente confusões. Mesmo alguns chefs de cozinha que ocupam posição de vanguarda, depois de haverem abraçado as descobertas de Hervé This, já se preocupam em demarcar distâncias, afirmando em público que não fazem cozinha molecular. Mas o grande chef Ferran Adrià, o “número 1” da atualidade, não deixa de reconhecer que, quase por acaso, assistiu a uma palestra de This em Biarritz – o que mudou completamente a sua vida: “Graças a essa descoberta compreendi que meu estilo podia seguir uma nova direção e, desde logo, algumas idéias que coloquei em prática no[restaurante] El Bulli, e que se transformaram em verdadeiro sucesso, nasceram naquela conferência”.

Os críticos refratários à gastronomia molecular talvez devessem dar maior atenção à maneira como Hervé This a definiu: ela é “a ciência que estuda as transformações e outros fenômenos culinários. O steak grelhado, por exemplo, é uma transformação, a clara do ovo que coagula é outra etc. De acordo com essas transformações nós estudamos e calculamos tudo. O conjunto dos conhecimentos assim produzidos constitui a gastronomia molecular.

Movidos por preferências pessoais pela culinária, os dois cientistas se deram conta de um descompasso enorme de desenvolvimento entre o que se passa dentro de uma cozinha e as demais áreas de conhecimento científico. Apesar da eletrificação dos gestos culinários (batedeira, liquidificador, refrigerador) e outros pequenos avanços nos últimos 100 anos, boa parte do conhecimento em que se baseava o cozinhar nos vinha, intacto, da Idade Média.

A investigação dos provérbios culinários; a exploração laboratorial das receitas; a introdução de novos equipamentos, ingredientes e métodos de cozinha; a invenção de novos pratos; e, finalmente, a utilização da gastronomia molecular para ajudar o público a compreender como a ciência pode contribuir para o bem estar da sociedade – tudo isso constituiu, aos poucos, o programa que garante o sucesso da gastronomia molecular.

Quando físicos e químicos “invadem” a cozinha e, por meio de experimentos controlados e com o apoio de equipamentos laboratoriais, passam pelo crivo da crítica todo o conhecimento tradicional associado às mais decantadas preparações culinárias, é toda uma nova cultura que começa a se desenhar a partir da experimentação, coisa que podemos chamar de culinária racional.

De fato, a gastronomia molecular respondia a varias necessidades novas. A industria da alimentação partiu dos conhecimentos tradicionais de cozinha, os reformulou e avançou, ao passo que a culinária domestica e aquela dos restaurantes ficaram, ao longo do período, ancoradas ainda na tradição. A gastronomia molecular rompe essa barreira e submete o que se passa nas cozinhas domésticas e de restaurantes às mesmas indagações que imprimem dinâmica à indústria da alimentação.

Hoje, a indústria e restaurantes procuram responder aos novos reclamos por uma alimentação mais saudável, mais saborosa e com menores riscos porque mais controlada.

É por essa razão que a gastronomia molecular não está em contradição com qualquer tipo de culinária, visto que as receitas mais tradicionais passam a ser compreendidas em suas minúcias, podendo-se otimizar aqueles aspectos do “gosto” que são mais valorizados e afastar eventuais riscos implicados nas formas tradicionais de preparo.

Os próprios valores do público apontam nessa direção, privilegiando a “inovação”, o “inusitado” e a “surpresa” onde, antes, prevalecia a repetição monótona de um procedimento qualquer.

Do ponto de vista prático, esses desenvolvimentos só foram possíveis quando, a partir de 1992, os físicos, químicos e chefs de cozinha, sob liderança de This e Kurti, se reuniram  em seminários multidisciplinares, em Erice, para estruturar experimentos controlados a partir dos provérbios culinários.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Salada light de flores

(Foto: Divulgação/Marcelo Jacobi)

 Ingredientes:
- 1 folha de alface mimosa roxa
- 1 folha de alface americana
- 4 folhas de radiccio di Verona (uma variedade de chicória)
- 1 unidade de manga
- 6 unidades de morango
- 6 pétalas de amor-perfeito

Vinagrete de maracujá:
- 100 ml de óleo de oliva
- 50 ml de suco de maracujá
- 30 ml de água
- 1 colher (café) de sal
- 1 colher (café) de pimenta

Modo de Fazer:
Lave bem as folhas e as rasgue em pedaços. Para começar a montar, utilize o radiccio nas laterais do prato, dispondo todas as folhas, uma ao lado da outra, de modo a formar uma estrela. Corte a manga em dados. Corte os morangos em pedaços. Organize os dados de manga e morangos, espalhando-os sobre as folhas. Regue com vinagrete. Decore com as pétalas de amor-perfeito.
Vinagrete: bata todos os ingredientes no liquidificador.

Flores Comestíveis


As flores comestíveis estão caindo na graça dos Chefs e figurando em vários cardápios de restaurantes finos. Degustá-las agrada não somente pelo sabor, mas também pela beleza que confere aos pratos.

Estamos acostumados a comer flores de brócolis e couve-flor, e agora está cada vez mais fácil encontrar florezinhas silvestres para o consumo.

Além do sabor e beleza, as flores também trazem benéficios à saúde. As pétalas são ricas em vitaminas A e C e minerais, como o ferro e o potássio. Cada 100 g de pétalas tem, em média, 40 calorias.

As mais comuns encontradas são:

Capuchinha: Seu sabor lembra o agrião, porém um pouco mais picante. Vai bem com saladas e combina bem com carnes e massas.

Borago: Com uma coloração arroxeada, o Borago é muito utilizado na finalização de pratos. Consumida em maiores quantidades (+ de 30 g) estimula a produção de adrenalina. Pode ser empregada no preparo de sopas, bebidas e molhos.

Calêndula: Muito parecida com a margarida, é conhecida pelo uso em cosméticos e pomadas. Combina com sopas e molhos para peixes.

Amor-perfeito: Usada mais pelo visual que pelo sabor. São muito utilizadas frescas em salada. Mergulhar em vinagre de vinho branco e deixar por um mês vira um bom tempero.

Vale ressaltar que as flores para o consumo não são as mesmas vendidas em floriculturas. Elas são cultivadas por produtores especializados, que não utilizam nenhum agrotóxico ou qualquer outro tratamento químico.

Saiba mais em: http://www.youtube.com/watch?v=86xslLSWr6Y

FONTE: http://www.obagastronomia.com.br/flores-comestiveis/

II FESTIVAL GASTRONÔMICO DO MERCADO CENTRAL




Devido ao sucesso da 1ª Edição do Festival Gastronômico realizada em 2009, O Mercado Central abre suas portas para mais uma edição.
Vem aí o II Festival Gastronômico do Mercado Central!!!

Ícone de sabor e tradição, o Mercado Central é reduto de muitas tribos. Por que não aproveitar este potencial para gerar ainda mais negócios? GASTRONOMIA. Uma entre muitas vocações, talvez uma das mais importantes que é composta pelos amantes da boa cozinha.

O festival conta com: Concurso Novos Talentos, Espaço Goumert, Presença de renomados chefs, cursos, oficinas, exposição, degustação e shows.
Uma grande comemoração aberta ao público, no estacionamento do Mercado Central, reunindo não só os frequentadores e comerciantes, como a cidade inteira, numa festa como há muito não se vê.

Dias 15,16,17 e 22,23,24 de outubro - 11 às 18h
Espaço Cultural 2 e 3 - Estacionamento do Mercado Central

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 06/10 na Praça do abacaxi. Vagas Limitadas

FONTE: http://www.mercadocentral.com.br/?page=noticias&noticias_id=cf2a5776ac67e66a487164ea93c7820d&noticias_tipo_INT=18f01a9770e246f5855e63478c36f91e